Oh my God. Eram dez horas e dez minutos de terça-feira, quando por acaso liguei na SkyNews, para ver se havia alguma notícia de última hora. Estavam a passar na barra de baixo uma informação de que tinha existido um tremor de terra no Haiti de grau 7.0 na escala de Richter. Dois minutos depois era a vez de o apresentador falar um pouco acerca dessa informação recém-chegada. Pouco ou nada se sabia. Meia-hora depois chegava uma declaração de um qualquer ministro do país atingido, a confirmar que era uma «catástrofe de grandes dimensões». As imagens só começaram a chegar no dia seguinte de manhã. Os números só me chegaram aos ouvidos ontem: previsão de 50 mil mortos.
50 mil mortos.
Imaginem que cada «i» é uma pessoa como vocês, com objectivos a curto, médio e longo prazo. Cada «i» de todos estes aqui em baixo:
São 50 mil mortos. A terra tremeu, de um momento para o outro, e 50 mil desapareceram. Nestes momentos põe-se a questão, para quem Nele acredita, porque é que estas coisas acontecem. Porque custa.

